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Rabinado do Rio
Teshuvá com a reza
Reza
A reza é a base do comportamento da Tora, ao ponto que um ‘chassid é definido como “um homem que reza”. Ela é chamada de “serviço de D’us do coração”. Durante a noite a alma deixa o corpo, deixando somente a parte necessária para manter a vida. Conseqüentemente, a materialidade do corpo e sua rejeição da espiritualidade são então aumentados e o homem que acorda terá perdido em grande parte, sua sensibilidade ao Divino. A fim de se livrar deste estado, ele deve rezar.
A reza da manhã, cujo objetivo é despertar o amor de D’us durante o dia inteiro, é composta por quatro etapas.
A primeira, que vai do inicio até o texto “Baru’h Chéamar”, tem por finalidade provocar a submissão natural do ser, sem se referir à reflexão do intelecto ou à emoção. Ela leva o homem a aceitar a Vontade Divina sem portanto lhe tirar a consciência de sua própria existência.
A segunda fase da reza da manhã continua até a Bênção “Ichtabah”. Ela é essencialmente contemplativa. Ela coloca o homem diante das maravilhas da criação e o conduz a se extasiar diante da grandeza de D’us, na qual ela é o reflexo. Sua reação é então antes de tudo emocional.
A etapa seguinte é a do “Shema Israel” e de suas bênçãos. Ela
é meditativa e conduz o homem a reflexão. É particularmente por isso que ela descreve o serviço de D’us dos anjos.
No final desta, o homem se submete a D’us, sente novamente e compreende Sua grandeza. Todo este processo se expressa durante a etapa seguinte, a Amida. O homem é então totalmente ligado à D’us. Ele não pode fazer um gesto, não pode desviar seu espírito. Sua unificação com a Divindade é total. Os textos da reza que seguem a Amida têm a finalidade, depois desta fase ascendente, de provocar a descida para o mundo da influência espiritual que foi suscitada de maneira que o amor e a submissão que aparecem sejam fisicamente percebidos pelo corpo e deixem suas marcas durante o dia todo, até o dia seguinte de manhã, quando será novamente necessário rezar.
O que acaba de ser dito explica o papel principal da reza. Suas diferentes fases tornam necessários esforços importantes, os Chassidim têm o hábito de rezar durante muito tempo. Assim, o Rabbi Yossef Itshack, avô materno do Rabbi Rayats, explicava que “rezar com a comunidade” significa também rezar reunindo todas suas próprias forças de sua alma.
A ‘Chassidut destaca a importância da reza do Shabat. Na verdade, esse dia tem um duplo sentido. Ele eleva para a perfeição a semana que acaba de passar e traz a bênção para a semana que começa. Ë claro que a importância da reza é então aumentada.
O Baal Shem Tov destacou particularmente a importância da reza. O termo hebraico “Teva” significa ao mesmo tempo palavra e arca, ele parafraseou a injunção Divina a Noah, “entre na arca”, e disse “entre na palavra da Tora e na reza”. Assim, o fervor da reza consiste em interiorizar as palavras que pronunciamos, em traduzi-las nos termos que se referem a sua própria pessoa. Em oposição, o pensamento ‘Chassidico destaca que aquele que tiver uma queda espiritual desistirá em primeiro lugar da reza, que se tornará seca e maquinal.
A reza completa o estudo da Tora para torna-lo produtivo. Assim, convém aprender três vezes uma explicação da ‘Chassidut a fim de perceber o sentido verdadeiro.
No momento do estudo da Tora, terá que ser feito um esforço para compreender a idéia desenvolvida pelo Rabbi, fazendo abstração de sua própria pessoa. Antes da reza, nós meditaremos novamente sobre esta explicação a fim de aplicar os termos em si próprio. Enfim, durante a reza, interiorizaremos a explicação que se tornará parte de si e se refletirá na ação concreta.
Isso tudo é uma verdadeira Teshuva!
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